O Congresso Nacional aprovou a ampliação
do número de categorias que serão obrigadas, a partir
do próximo ano, a pagar ISS (Imposto sobre Serviços).
O projeto segue agora para sanção do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva.
A lista atual de categorias obrigadas a recolher o imposto, do ano
de 1968, inclui 101 setores. Com a aprovação do projeto,
o número de categorias que deverão contribuir sobe
para 2008.
Serviços médicos, como acupuntura, fisioterapia e
fonoaudióloga, serviços de informática, como
elaboração de programas, serviços bancários,
como abertura de contas e locação de cofres, e outros
passarão a ser taxados.
Apesar do aumento da base de contribuição, a regra
aprovada pelo Senado define que a cobrança do ISS variará
de 2% a 5%. Atualmente, alguns municípios cobravam alíquotas
de até 32% por determinados serviços.
Mesmo com a redução das alíquotas, a estimativa
da Confederação Nacional dos Municípios é
de que a arrecadação com o imposto passe dos atuais
R$ 7,3 bilhões para cerca de R$ 15 bilhões nos próximos
anos com a ampliação da base de contribuição.
Serviços bancários
Abertura de contas em geral, investimentos, aplicação
em caderneta de poupança, consulta a extrato de contas
por telefone, fax ou internet, todos esses serviços bancários
estarão sujeitos a cobrança do imposto. A emissão,
sustação ou cancelamento de cheques, a renovação
de cartões magnéticos e de cartões de crédito
também serão tributados, conforme a nova regra.
Como o pagamento de impostos faz parte do cálculo dos
bancos para definir o spread bancário, a ampliação
da cobrança do tributo sobre os serviços bancários
pode significar aumento da taxa de juros bancários para
os clientes.
Direitos autorais
De acordo com o projeto, o direito autoral sobre livros ou músicas
estaria sujeito à cobrança do tributo. Durante a
votação, os senadores excluíram da proposta
a incidência do ISS sobre os direitos autorais.